in English, Portuguese A endometriose é uma doença crónica caracterizada pela presença de endométrio funcional fora da cavidade uterina que afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva. A endometriose cutânea com localização habitual na parede abdominal é uma manifestação rara da doença. Apresenta-se o caso de uma mulher jovem nulípara com um nódulo umbilical doloroso e de crescimento recente com placa dolorosa subcutânea periumbilical, sem outra sintomatologia associada. A anamnese revelou dois episódios semelhantes nos últimos dois anos. Foi realizada biópsia cutânea da lesão e o exame anatomopatológico foi compatível com endometriose. Os autores fazem uma revisão desta entidade clínica e realçam a importância do reconhecimento desta forma de apresentação, rara em nulíparas, dada a associação frequente a focos de endometriose noutras localizações e que podem condicionar um baixo nível de fertilidade.in English, Portuguese Introdução As mastocitoses caraterizam-se pela expansão clonal de mastócitos, com acumulação de mastócitos morfológica e imunofenotipicamente anormais em diferentes órgãos. A pele é o órgão mais frequentemente envolvido. Virtualmente, todas as crianças e mais de 80% dos adultos com mastocitose apresentam lesões cutâneas.Material e Métodos O presente artigo descreve os sinais e sintomas associados à mastocitose na pele, tendo por base a revisão das normas de orientação de consenso internacionais, recentemente publicadas.Discussão De acordo com a classificação proposta pela Organização Mundial de Saúde em 2016, a mastocitose divide-se em mastocitose cutânea, mastocitose sisté**** e sarcoma de mastócitos. A mastocitose cutânea pode subdividir-se em três subtipos a mastocitose cutânea maculopapular (também denominada urticária pigmentosa), mastocitose cutânea difusa e mastocitoma cutâneo. A telangiectasia macular eruptiva perstans já não é considerada uma entidade independente.Conclusão As manifestações cutâneas da mastocitose são variáveis, dependendo da idade de início da doença. Recentemente a classificação da mastocitose cutânea foi atualizada. Nas crianças, a mastocitose ocorre como mastocitose cutânea que tende à regressão espontânea durante a adolescência. Quando tem início na idade adulta, a mastocitose é geralmente sisté****, sendo a forma mais frequente a mastocitose sisté**** indolente, que normalmente também cursa com manifestações cutâneas e tem um curso crónico.in English, Portuguese Introdução A asma atinge mais de 339 milhões de pessoas mundialmente. Na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em 2016, a sua prevalência variou entre 9,15% (Portugal) e 3,91% (Brasil). Os programas de gestão da doença crónica pretendem melhorar o estado de saúde de doentes com doença crónica e reduzir os custos associados. https://www.selleckchem.com/products/ipi-549.html O objetivo deste estudo é identificar modelos de ‘gestão e controlo da asma’ implementados na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, analisando-os através do modelo de gestão integrada de doença.Material e Métodos Realizou-se uma revisão rápida da literatura científica indexada na PubMed, e de literatura cinzenta sobre ‘gestão e controlo da asma’ nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.Resultados Portugal, Brasil e Moçambique apresentaram publicações sobre ‘gestão e controlo da asma’, em diferentes fases de implementação dos programas. A gestão clínica e organização e prestação de cuidados são as dimensões mais abordados nas publicações.Discussão A implementação de programas de gestão e controlo da asma é influenciada pelos sistemas de saúde, estruturas de prestação de cuidados em que se inserem, meio político e social envolventes. As dimensões do financiamento e dos sistemas de informação são as mais difíceis de implementar, dado o desenvolvimento econó****, social e tecnológico da maioria dos países em estudo.Conclusão Apenas Portugal, Brasil e Moçambique adotaram a gestão integrada de doença da asma como principal forma de gestão e controlo da asma. Os programas desenvolvidos por estes países podem servir de modelo nos restantes países em estudo.in English, Portuguese Introdução Orientações atuais recomendam a utilização da Escala de Uso Indevido de Opióides para rastrear comportamentos aberrantes, relativos ao uso de opióides em dor crónica. Os objetivos foram a sua tradução, adaptação cultural e validação para a população portuguesa com dor crónica. Material e Métodos O processo de tradução e adaptação cultural seguiu as recomendações. Adultos com dor crónica medicados com opióides, seguidos num hospital português de grande dimensão, foram convidados a completar a versão traduzida. Recurso a estatística descritiva, alfa de Cronbach, correlações inter-item, item-total, intra-classe, e análise de componentes principais. Resultados A tradução decorreu conforme planeado e a amostra de validação foi de 98 doentes (mediana de idades = 62,5 anos). Relativamente à consistência interna, alfa Cronbach global = 0,778, correlações item-total dos itens > 0,20 (quatro exceções), e coeficiente de correlação intra-classe = 0,90 (entre teste e reteste). Relativamente à validade, os 17 itens apresentaram um índice de validade de conteúdo > 0,80. Extraíram-se seis componentes principais, que explicaram 66,3% da variância. Discussão A versão portuguesa da Escala de Uso Indevido de Opióides foi adequadamente traduzida, adaptada e validada; demonstrando boa qualidade relativamente à confiabilidade e validade. Este é o primeiro instrumento para rastrear comportamentos aberrantes, relativos ao uso de opióides em portugueses com dor crónica. Consequentemente, ajudará e promoverá a identificação do uso indevido de opióides nestes doentes. Conclusão A implementação deste questionário poderá reduzir a incidência e morbimortalidade do uso indevido de opióides em doentes com dor crónica, e deverá melhorar o tratamento da dor crónica em Portugal.
in English, Portuguese A endometriose é uma doença crónica caracterizada pela presença de endométrio funcional fora da cavidade uterina que afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva. A endometriose cutânea com localização habitual na parede abdominal é uma manifestação rara da doença. Apresenta-se o caso de uma mulher jovem nulípara com um nódulo umbilical doloroso e de crescimento recente com placa dolorosa subcutânea periumbilical, sem outra sintomatologia associada. A anamnese revelou dois episódios semelhantes nos últimos dois anos. Foi realizada biópsia cutânea da lesão e o exame anatomopatológico foi compatível com endometriose. Os autores fazem uma revisão desta entidade clínica e realçam a importância do reconhecimento desta forma de apresentação, rara em nulíparas, dada a associação frequente a focos de endometriose noutras localizações e que podem condicionar um baixo nível de fertilidade.in English, Portuguese Introdução As mastocitoses caraterizam-se pela expansão clonal de mastócitos, com acumulação de mastócitos morfológica e imunofenotipicamente anormais em diferentes órgãos. A pele é o órgão mais frequentemente envolvido. Virtualmente, todas as crianças e mais de 80% dos adultos com mastocitose apresentam lesões cutâneas.Material e Métodos O presente artigo descreve os sinais e sintomas associados à mastocitose na pele, tendo por base a revisão das normas de orientação de consenso internacionais, recentemente publicadas.Discussão De acordo com a classificação proposta pela Organização Mundial de Saúde em 2016, a mastocitose divide-se em mastocitose cutânea, mastocitose sistémica e sarcoma de mastócitos. A mastocitose cutânea pode subdividir-se em três subtipos a mastocitose cutânea maculopapular (também denominada urticária pigmentosa), mastocitose cutânea difusa e mastocitoma cutâneo. A telangiectasia macular eruptiva perstans já não é considerada uma entidade independente.Conclusão As manifestações cutâneas da mastocitose são variáveis, dependendo da idade de início da doença. Recentemente a classificação da mastocitose cutânea foi atualizada. Nas crianças, a mastocitose ocorre como mastocitose cutânea que tende à regressão espontânea durante a adolescência. Quando tem início na idade adulta, a mastocitose é geralmente sistémica, sendo a forma mais frequente a mastocitose sistémica indolente, que normalmente também cursa com manifestações cutâneas e tem um curso crónico.in English, Portuguese Introdução A asma atinge mais de 339 milhões de pessoas mundialmente. Na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em 2016, a sua prevalência variou entre 9,15% (Portugal) e 3,91% (Brasil). Os programas de gestão da doença crónica pretendem melhorar o estado de saúde de doentes com doença crónica e reduzir os custos associados. https://www.selleckchem.com/products/ipi-549.html O objetivo deste estudo é identificar modelos de ‘gestão e controlo da asma’ implementados na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, analisando-os através do modelo de gestão integrada de doença.Material e Métodos Realizou-se uma revisão rápida da literatura científica indexada na PubMed, e de literatura cinzenta sobre ‘gestão e controlo da asma’ nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.Resultados Portugal, Brasil e Moçambique apresentaram publicações sobre ‘gestão e controlo da asma’, em diferentes fases de implementação dos programas. A gestão clínica e organização e prestação de cuidados são as dimensões mais abordados nas publicações.Discussão A implementação de programas de gestão e controlo da asma é influenciada pelos sistemas de saúde, estruturas de prestação de cuidados em que se inserem, meio político e social envolventes. As dimensões do financiamento e dos sistemas de informação são as mais difíceis de implementar, dado o desenvolvimento económico, social e tecnológico da maioria dos países em estudo.Conclusão Apenas Portugal, Brasil e Moçambique adotaram a gestão integrada de doença da asma como principal forma de gestão e controlo da asma. Os programas desenvolvidos por estes países podem servir de modelo nos restantes países em estudo.in English, Portuguese Introdução Orientações atuais recomendam a utilização da Escala de Uso Indevido de Opióides para rastrear comportamentos aberrantes, relativos ao uso de opióides em dor crónica. Os objetivos foram a sua tradução, adaptação cultural e validação para a população portuguesa com dor crónica. Material e Métodos O processo de tradução e adaptação cultural seguiu as recomendações. Adultos com dor crónica medicados com opióides, seguidos num hospital português de grande dimensão, foram convidados a completar a versão traduzida. Recurso a estatística descritiva, alfa de Cronbach, correlações inter-item, item-total, intra-classe, e análise de componentes principais. Resultados A tradução decorreu conforme planeado e a amostra de validação foi de 98 doentes (mediana de idades = 62,5 anos). Relativamente à consistência interna, alfa Cronbach global = 0,778, correlações item-total dos itens > 0,20 (quatro exceções), e coeficiente de correlação intra-classe = 0,90 (entre teste e reteste). Relativamente à validade, os 17 itens apresentaram um índice de validade de conteúdo > 0,80. Extraíram-se seis componentes principais, que explicaram 66,3% da variância. Discussão A versão portuguesa da Escala de Uso Indevido de Opióides foi adequadamente traduzida, adaptada e validada; demonstrando boa qualidade relativamente à confiabilidade e validade. Este é o primeiro instrumento para rastrear comportamentos aberrantes, relativos ao uso de opióides em portugueses com dor crónica. Consequentemente, ajudará e promoverá a identificação do uso indevido de opióides nestes doentes. Conclusão A implementação deste questionário poderá reduzir a incidência e morbimortalidade do uso indevido de opióides em doentes com dor crónica, e deverá melhorar o tratamento da dor crónica em Portugal.
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